COORDENAÇÃO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU - CPGLS
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3ª Turma de Pós-Graduação/Especialização em Educação e Direitos Humanos

O Instituto Dominicano de Justiça e Paz do Brasil “Frei Antônio Montesino”, entidade da COMISSÃO DOMINICANA DE JUSTIÇA E PAZ DO BRASIL – com sede em Goiânia – iniciou sua 3ª Turma de Pós-Graduação/Especialização em Educação e Direitos Humanos, no último final de semana (6 a 8 de junho de 2014). As duas primeiras turmas aconteceram em Goiânia.


Desde o início, este Curso conta com a parceria da Pontifícia Universidade Católica de Goiás e com uma série de pessoas e instituições da Família Dominicana do Brasil, como é o caso dessa Turma que está sendo no Colégio Sagrado Coração de Jesus, das Irmãs Dominicanas em Porto Nacional, TO e de um conjunto de famílias daquela cidade que está oferecendo hospedagem solidária.


Na noite da 6ª feira, houve o ato solene de abertura, na Câmara Municipal local, contando com os/as 32 cursistas, alguns professores e professoras, a coordenadora do Curso, o presidente do Instituto promotor do Curso, a diretora do Colégio anfitrião, a vice-provincial da Província Dominicana Madre Anastasie, representantes de outros Cursos Superiores da região, a presidente da CRB Tocantins, o bispo da Diocese de Porto Nacional, o coordenador da CPT Tocantins, representantes de alguns Centros de Direitos Humanos, além de outras pessoas igualmente convidadas.


No ato de abertura, que contou com uma linda dança da bandeira da Paz, somada a outras bandeiras com frases sobre Direitos Humanos, Flávio Alves Barbosa – presidente do Instituto Dominicano de Justiça e Paz do Brasil – após agradecer a cada pessoa e entidade que se esforçou por tornar o sonho do Curso realidade e destacar as parcerias que também estão possibilitando essa aventura – disse que “esse Curso é fruto da perseverança em torno de um lema muito caro à Família Dominicana: sonhar e viver em mutirão”. Disse, também, que “o curso é uma resposta à demanda por formação na área de Educação e Direitos Humanos, apresentada pelo Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos”.


Na sequência, Valéria Moutinho – religiosa e ex-priora geral das Irmãs Dominicanas de Monteils – proferiu uma breve palestra sobre o Estudo na tradição dominicana, oportunidade em que iniciou com uma homenagem a Dom Tomás Balduino. Ela destacou que “o Estudo para São Domingos, não é uma meta, nem um fim em si mesmo, mas é um meio, um instrumental em função da pregação”. O conteúdo dessa conferência será publicado na próxima edição de Semeando Justiça e Paz.


A 3ª participação foi de José Fernandes Alves, frade dominicano, membro da Comissão Justiça e Paz da CNBB, assessor da Comissão Dominicana de Justiça e Paz do Brasil, especialista em Direitos Humanos e professor do Curso. Após referir-se ao sermão “Eu sou a voz que clama no deserto” de Frei Antônio Montesino, em 1511, o assessor lembrou que as atuais Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, em seu nº 112 afirmam que “a Igreja, como mãe, deve ser a primeira a se interessar pela defesa dos Direitos Humanos”. Concluiu ressaltando uma série de fatos atuais de violação de Direitos Humanos, especialmente no Estado do Tocantins.


Entre diversas músicas que animaram a assembleia, também foi lida a mensagem da coordenadora de Pós-Graduação Lato Sensu da PUC GOIÁS, Helena Beatriz de Moura Belle que, entre outras, fez a seguinte afirmação: “desde a elaboração do Projeto até a emissão dos certificados dos especialistas estaremos atentos a todos os procedimentos que envolvem o curso”.


Finda a festa de abertura, sábado e domingo foram dias de aulas da 1ª das 9 etapas que acontecerão a cada dois meses. Com carga horária presencial de 6 horas, a professora Vilma Ribeiro de Almeida, pedagoga, especialista em Direitos Humanos, mestranda em Educação e coordenadora do Curso, orientou os/as cursistas a navegarem no ambiente virtual de aprendizagem do curso – Plataforma da PUC/GO.


Já, na 2ª metade da tarde do sábado e em toda a manhã do domingo, Flávio Alves Barbosa, mestre em Educação, professor da UEG – Universidade Estadual de Goiás – e presidente do Instituto Dominicano de Justiça e Paz do Brasil envolveu aos cursistas com a disciplina “Fundamentos Sócioantropológicos da Educação”. No diálogo com os/as cursistas, frisou que todo o conteúdo da disciplina será trabalhado tendo como referência a concepção histórico-crítica dos Direitos Humanos. Ressaltou que “para pensar sócioantropologicamente a educação, a partir dessa concepção, faz-se necessário sentir e pensar a condição de mulheres, crianças e homens no chão em que ela acontece, caminha, corre, canta, ri, dança, grita, chora, trabalha, é explorado e silenciado, estuda, faz política, ama, luta, reza, silencia, encontra e desencontra com seus semelhantes”.


Frei José Fernandes, ressalta que “pretende-se, com mais essa iniciativa, contribuir com o pensar a Educação na perspectiva dos Direitos Humanos, focando especialmente a membros dos Movimentos Sociais Populares e a profissionais da área da Educação para atuarem em diferentes espaços públicos, comunitários e privados”.


Destaca-se a riqueza – inclusive pela diversidade das procedências dos/as cursistas – que, além de Porto Nacional, vieram de: Palmas, Guaraí, Paraíso, Miracema, Abreolândia, Gurupi, Formoso do Araguaia, Figueirópolis, Goiânia, Uberaba e São Paulo.

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